A falta de um autódromo que pudesse suprir as exigências de segurança e toda a infraestrutura necessária para a organização do evento eram os dois principais fatores.

Muitos leitores nos perguntavam por que o Mundial de Motovelocidade, o MotoGP, não realizava uma etapa no Brasil? O primeiro ponto a ser abordado é o local: Afinal, em qual autódromo poderíamos realizar uma corrida de motocicletas de alto nível sem colocar em risco a segurança dos pilotos? Num passado nem tão distante, a maior parte dos circuitos brasileiros não eram homologados pela Dorna – Promotora e Organizadora do MotoGP –, pois a maioria das pistas disponíveis no Brasil não ofereciam a segurança (área de escape ou traçado adaptado para a prática de motociclismo) necessária aos grandes nomes da modalidade e seus contratos milionários.
Agora, temos a realização de um sonho em Goiânia… Porém, não é só a falta de segurança que inviabiliza a vinda do MotoGP ao Brasil. Além de uma pista homologada, o local escolhido para a realização de um evento desse porte deve oferecer também a infraestrutura necessária para atender aos espectadores e às equipes que darão vida ao espetáculo, tais como áreas para montagem de todo o “circo” do MotoGP, bem como arquibancadas, camarotes, centros de hospitalidade, restaurantes e até rede hoteleira compatível com a demanda turística no entorno do autódromo, além de estacionamento e transporte público para aqueles que querem estar presentes em todos os dias do evento, mas com o mínimo de conforto e mobilidade.

É muito bom termos a festa do MotoGP de volta ao Brasil, mas inevitavelmente temos de levar em consideração que, em termos de organização e infraestrutura, Goiânia ainda não é o ideal para suportar a demanda turística que um evento desse porte exige, inclusive se levarmos em consideração os problemas que antecederam os dias de corrida, tais como os problemas de drenagem do Autódromo Internacional Ayrton Senna e os muitos fãs que não conseguiram ir ao GP Brasil porque não encontraram uma vaga na rede hoteleira da cidade.

Aproveitando o tema, lembramos que existe um projeto para o novo autódromo do Rio de Janeiro, que já começa como um verdadeiro fiasco, pois mesmo que seja liberada a obra pelos órgãos ambientais (que embargaram o empreendimento por anos consecutivos), o local onde se pretende construir é um dos piores do Estado, tanto em termos de localização quanto ao fato de a área onde se pretende construir a instalação ser cosiderada uma das mais violentas da Zona Oeste, por conta das comunidades no entorno e das ocorrências frequentes entre traficantes de drogas e outros delitos.

Na medida do possível, vamos torcer para dar tudo certo em Goiânia na temporada de 2027 e que os problemas que aconteceram neste retorno do MotoGP ao país sejam sejam sanados. Afinal, todos queremos o Brasil no mapa do Campeonato Mundial de Motovelocidade por muitos anos, mas não deixemos de cobrar para que os serviços, a infraestrutura e as condições melhorem nos eventos vindouros, principalmente para aqueles que se dispõem a pagar (caro) pela experiência de ver essa competição de perto.
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Fonte: Moto Channel Brazil
Fotos: Internet





11 Comments
Rodrigo Cesar
13 de abril de 2017 at 23:35Uma Duvida o Circuito de Interlagos é anti Horário. E se por ventura deixar o traçado no sentido horário?
Marco Aurélio de Souza Alves
17 de abril de 2017 at 21:58A temos autódromo para ter as corrida dá MotoGp.Interlagos tem sim condições de receber as corrida é só adpita a pista colocar mais proteção porque recebe o campeonato Brasileiro de moto porque não pode receber a MotoGp.
Moto Channel Brazil
18 de abril de 2017 at 11:16Porque para a Federação Internacional de Motociclismo (FIM), para a Dorna e para a IRTA, que são as entidades que podem dar o sinal verde para a realização de uma prova da MotoGP no Brasil, Interlagos NÃO oferece a segurança necessária para os pilotos. Veja que a Federação Internacional de Motociclismo NÃO é a Federação Paulista de Motovelocidade, há uma grande diferença…
Luciano
27 de julho de 2017 at 16:26Não realiza uma prova da WSBK com as motos produzidas em série, o q dirá da MotoGP com seus protótipos que ultrapassam os 340 km/h!
Rafael Brandão
12 de novembro de 2017 at 12:05Não concordo com questões de infraestrutura, pois quem conhece Termas de Rio Rondo sabe que não há rede hoteleira e hospitalar para um evento desta natureza. É uma deficiência grotesca, porém o mundial ocorre lá.
Moto Channel Brazil
12 de novembro de 2017 at 12:23Infra estrutura próxima ao autódromo…
Mateus
17 de junho de 2018 at 09:59Resumindo, não pode haver corrida no Brasil, por causa dos problemas que assolam a população a anos, infraestrutura e segurança!!!
Marcio Rosa
3 de agosto de 2018 at 20:03Caros, li a matéria e respeitosamente discordo totalmente do exposto! Não por “achismo”, conforme conteúdo do texto…
Fatos: Ali foram disputadas várias competições Olímpicas e desafio a todos aqui, a trazerem informações (reportagens, estatísticas oficiais…) sobre contundentes violências, conforme quer insinuar a matéria com relação a violência no local, ocorridas no entorno e nos acessos a época da realização dos Jogos.
Outro ponto: Foi noticiado a intenção da Dorna com os demais interessados em “tocar” o projeto na área citada. Então nós “somos os expertos” e eles são os “tolinhos” em relação aos riscos de um empreendimento destes no mundo dos negócios?
Fonte:
https://sportv.globo.com/site/eventos/mundial-de-motovelocidade/noticia/dorna-assina-protocolo-de-intencoes-para-motogp-voltar-ao-rio-de-janeiro-em-2021.ghtml
Ademais, já ouvi em transmissões do Guto Neijain & Fausto Macieira comentarem sobre o deslocamento deles do hotel para o circuito. Quais os circuitos europeus tem infraestrutura na porta? Citem aí?
Só para lembra-los: A Transolímpica + a Av. Brasil liga o importante centro hoteleiro e de serviços da Barra da Tijuca ao local do futuro acesso por via expressa onde se deslocaram um número enorme de turistas, durante os Jogos olímpicos com conforto e segurança.
Precisamos é de matérias isentas e não opiniões pessoais…
Moto Channel Brazil
5 de agosto de 2018 at 14:21Claro, só não queira nos convencer que Deodoro é uma boa, pois não é. Durante os Jogos Olímpicos, praticamente policiais de todos os cantos do Brasil (Força Nacional inclusive) estavam no Rio para fazer a segurança do entorno e, aos olhos do público e do mundo, tudo transcorrer na mais perfeita ordem. Lembramos que não haverá um aparato de segurança desse nível durante qualquer corrida. Outrossim, sabemos que muitas vezes os órgãos oficiais são “experts” sim em maquiar a real situação para os não-nacionais, vide o histórico do Sr. Sérgio Cabral e Cia, onde estão as UPPs? Não eram exemplos e cases de sucesso? A Transolímpica é insegura e a AV. Brasil meu nobre Márcio está sucateada… e abandonada. Não damos aqui opiniões de A ou B, mas apuramos os fatos e sabemos a realidade em que vivemos. Obrigado.
Tarik Torrezan
31 de março de 2019 at 11:58Eu acho incrível só ter Interlagos no estado de SP, será que não há público para mais um circuito internacional ou em Campinas ou em Sorocaba ou até no Vale do Paraíba??
ANTÔNIO ALVES
13 de abril de 2019 at 16:00Os donos da MotoGP não vê retorno nem contrapartida dos envolvidos. Goiânia em 1987 não tinha 10% da infraestrutura de hoje e fez 3 etapas